Since I Was Born
And so people asked "How long have you been an actress, Kimberly?" Since I was born - she aswered.
  • "Haunted Spooks" (1920)

    (Source: fyeah-haroldlloyd, via fyeah-haroldlloyd)

    • 6961
    • 6961
    • 3
    • 3
  • Janmashthami

    Talvez poucos saibam que recentemente eu adquiri uma curiosidade absurda pela cultura indiana e a religião hindu. Tudo se deve a uma série de livros chamada “A Maldição do Tigre”, um romance que se passa na Índia.
    A minha curiosidade foi um pouco além de só curiosidade, comecei a apreciar mesmo toda essa coisa indiana. Procurei filmes Bollywoodianos, atores indianos, vi trabalho de alguns atores que trabalharam com o cinema americano e etc…
    No sábado, (16/08/2014) uma amiga me disse sobre esse festival indiano chamado Janmashthami, que é como o natal para os católicos.
    Nessa data, os hindus comemoram o aniversário do deus Krishna, que completaria uns cinco mil anos, pelo o que entendi.

    No festival, ficamos pelo menos quarenta minutos cantando uma música a Krishna, que seria a oração deles. Logo depois, na palestra, o monge explicou:
    “O deus Krishna está presente em todas as coisas, inclusive em nossos corações. Por isso, não precisa-se orar a Krishna pedindo cura, iluminação, perdão ou qualquer outra prece, basta cantar à Krishna que ele entenderá. Ele saberá, por também estar no seu coração.”
    O monge também nos contou histórias sobre o nascimento de Krishna. Há várias, já que os deuses personificam-se muitas vezes ao longo dos milênios, embora tenham apenas uma forma original (a primeira).
    Krishna nasceu sem uma união sexual, foi o oitavo filho da princesa Devaki e seu marido Vasudeva.
    O rei Kamsa, visto como um demônio, escutou uma voz que dizia que o oitavo filho de Devaki iria matá-lo. Imediatamente fez menção de matar Devaki, mas Vasudeva implorou pela vida da esposa, prometendo que cada filho que nascesse seria levado a Kamsa.
    Receoso, Kamsa trancou ambos no porão do castelo, sendo vigiados noite e dia por guardas. Cada filho que nascia, Kamsa matava, mesmo sabendo que a profecia se cumpriria apenas com o oitavo filho.
    Kamsa havia sido alertado que Krishna logo nasceria e que em uma encarnação anterior, o homem havia sido um demônio chamado Kalanemi que foi morto por Vishnu (outro nome para Krishna).
    Temendo sua morte, o homem-demônio mandou matar todos os meninos do reino com até dois anos de idade.
    Krishna foi tirado da prisão e adotado por pastores de gado. Kamsa sabendo de sua fuga, enviou vários demônios para matar o jovem deus, mas felizmente todos falharam. Como um demônio chamado Putna, que assumiu a forma de uma linda deusa e foi amamentar o bebê Krishna. Putna envenenou seu leite para matar o deus, que já sabendo o que Putna era, fincou os dentes sugou todo o seu veneno e seu disfarce fazendo assim que o demônio caísse morto.
    Quando Krishna torna-se um jovem homem, retorna para Mathura, acaba com o governo de Kamsa e institui o pai, Vasudeva, como rei de Yadavas. Em seguida declarou a si mesmo como príncipe da corte.

    Krishna significa “o todo atraente”, a verdade absoluta. Pois então, os hindus comemoram o aniversário desse deus todos os anos, no fia 18 de Agosto, a data de hoje.

    Hare Krishna!

  • missgilda:

    Haunted Spooks (1920)

    #movies #classic #cinema #films

    (via fyeah-haroldlloyd)

    • 319
    • 319
  • Quando nascemos…

    Quando nascemos predestinados a alguma coisa, a alma faz questão de sentir e transmitir à mente e ao corpo. 
    Ao longo dos meus curtos 17 anos de vida, sempre ouvi minha mãe dizendo que eu faria medicina, CIRURGIA PLÁSTICA, pra ser mais específica e que quando ela envelhecesse, eu mesma faria nela suas cirurgias. Também passei pela fase em que eu queria ser veterinária, já que sempre gostei de tudo quando é bicho, coisa que ela também me incentivou… Decisões tão estúpidas e sem sentido para mim que logo perdiam seu encanto. Realmente nunca me vi sendo fria o suficiente para abrir a barriga de uma pessoa com um bisturi, ou tendo de sacrificar um animal… Aliás, eu ainda não sabia o que queria, mas sabia que iria ao extremo oposto de ser uma pessoa fria.

    Pois então, alguns sinais foram surgindo ao passar dos anos: minha primeira escola se chamava NAVE (como comentei no último post) e seu mascotezinho era um E.T. verde, primeiro sinal de que eu faria algo diferente da maioria das pessoas. Passei por outra escola chamada Fazendo Arte. Minha matéria favorita na escola, adivinhem só, ARTES. Nada me deixava mais feliz que ouvir a professora dizer que trabalharíamos com tinta, que pintaríamos uma tela.
    Lembro -me de quando estava na segunda série do Ensino Fundamental e a professora, Sandra, tinha faltado. Sua assistente mandou que desenhássemos, eu rapidamente agarrei meu caderno de desenhos e rabisquei todos os personagens do Rei Leão.

    Nunca ouve uma matéria que eu odiasse mais que matemática. Ainda no pré, minha professora nos dava uma maldita folha que eu odiava, pra que escrevêssemos todos os números de… Sei lá, zero a cem. Não bastando a matemática, veio a física e a química pra fuder tudo de vez.

    Não demorou muito pra que eu começasse a perder cada vez mais o interesse pelas matérias da escola que não fossem história ou português, nada daquilo fazia sentido para mim.

    Até que um dia, no começo da 6ª série, aos meus 12 anos, eu ouvi falar de inscrições para aulas de teatro na escola. Cheguei em casa e fui correndo contar para minha mãe, dizendo que teria de pagar R$67,00 para me inscrever e começar as aulas nas próximas semanas, mas ela disse que não tinha dinheiro, o que não foi problema pra mim. Abri a latinha que guardava dentro do guarda-roupa e me inscrevi na bendita aula de teatro, que viria ser o maior desgosto da minha mãe haha. Infelizmente, só permaneci nessa escola por mais dois meses, o que interrompeu minhas queridas aulas.
    No final do mesmo ano voltei para o interior para morar com meus avós, ficando completamente desconectada com qualquer forma de atuação. Nas sétima e oitava séries, dirigi e atuei em duas peças de escola que apresentamos como trabalho nas aulas de literatura e ensino religioso, o que não contou com nada, pois ninguém nunca levava atuação à sério.
    Minha mãe me censurou desde o primeiro minuto com essa coisa de “quero ser atriz”. “Você vai passar fome!”, “vai fazer uma faculdade primeiro!”, “você não viu uma antiga atriz da Globo que hoje vive vendendo água de coco na praia?”, “tem que ter sorte, não adianta ter talento”, e etc.
    Pois então, cresci com todas essas críticas à minha volta, que desanimariam qualquer pessoa que realmente não quisesse fazer isso, já fui taxada de vagabunda, já ouvi minha mãe dizer que eu iria virar empregada e que viveria às custas dela até depois dos trinta. Minha mãe também já tentou negociar uma faculdade de direito comigo.
    - Presta direito na UNIP, eu pago pra você. Você gosta tanto de ler, direito é só ler! A gente te matricula lá na Aliança Francesa, pra mais tarde você prestar concurso em diplomacia, que tal?

    Do que adianta falar francês, ter diploma de direito, morar em outro país representando o próprio para ser infeliz com o que faz?

    Prefiro vender chaveiro na rua para pagar um aluguel, viver de peças quando der, quando não der e subir naquela madeirinha mágica que chamam de palco, que enraíza meus pés e me faz virar outra pessoa que por mais que passe sentimentos de desespero, tristeza ou dor, na verdade está mais feliz do que nunca, só por poder viver tantas vidas e contar tantas histórias.

    Cada um nasce para fazer uma coisa, não adianta tentar tecer outro caminho. Cada um tem um dom que foi posto dentro de si. Jamais deixem de acreditar nas próprias vontades, nos próprios sonhos e nas próprias conquistas. O que tiver de ser, será. Simples assim.