And so people asked "How long have you been an actress, Kimberly?" Since I was born - she aswered.
  • Influências

    Sumi, mas sumi porque nem passei perto do computador nos últimos dias. A inspiração me faltou pra escrever qualquer coisa que fosse, especialmente porque tenho passado um mau bocado do CÃO.
    Pois então, nessa falta de inspiração, de influência, me veio a inspiração pra esse texto, engraçado né?

    Afinal, como e por que as coisas e pessoas nos influenciam?

    Eu penso assim: Todos nós nascemos crus, com a alma pura e desconhecendo tudo, tudo o que há no mundo. Nascemos, crescemos usando aquelas roupas cheias de babados dos anos 90 que nossos pais nos punham porque na época era lindo, ouvindo as músicas que nossos entes mais próximos ouviam, gostando ou não e indo a lugares sem que nem nos perguntassem se queríamos ir ou não.
    Ainda lá, nos é imposto um nome e sobrenome que podemos vir a gostar ou odiar (no meu caso), escolhem nossa religião, onde vamos estudar e já começam com a ladainha de “minha filha vai ser médica, vai ser advogada, engenheira, mimimi”.
    Em alguns casos isso dá certo. Como os filhos de uma amiga da minha mãe, que participaram da febre de roupas da Hollister/Abercrombie (e aquela terceira maldita marca que NUNCA lembro o nome!), vão pro pagode de vez em quando, gostam de caras com cabelo curto, escutam músicas recentes e etc. Eu não. Eu fui pelo caminho completamente OPOSTO de todas as influências que me opuseram durante minha infância. Fui a ovelha negra da família, fui sim, e arrastei meu primo junto comigo para o caminho das trevas (MUAHAHAHAHA). Tive minha fase em que era fanática por High School Musical, Rebelde e tal, mas coisas momentâneas que logo depois de um tempo começavam a me entediar. Fiz ballet, jazz, os caralho a quatro e adivinhem POR QUE! Porque eu era apaixonada pelos filmes da Barbie HAHAH sim ):

    Pois então, cresci indo à praia e já até MOREI numa cidade praiana, ouvindo samba, minha mãe sempre dizendo que eu seria médica quando crescesse, assistindo filmes da Barbie, dançando ballet e muito raramente jogando videogame.
    De repente, aos 12 anos, eu me interessei por algo que eu mesma apresentei a mim, sem influência de ninguém e logo comecei a correr atrás disso: o Rock ‘n’ Roll.

    Me interessei, me apeguei, me apaixonei e me encontrei. Bom, mais ou menos. Virei a ovelha negra da família. Larguei as aulas de teclado e comecei a tocar guitarra que logo larguei também. Tinha me encontrado quanto ao gosto musical que estava diretamente ligado ao estilo de roupas que eu viria a usar.
    Eu sabia que queria ser atriz, só não tinha descoberto isso ainda. E como disse noutro texto meu, foi por aí que tive meu primeiro contato com o teatro que também agarrei, beijei e me deixei apaixonar.

    Lembro de quando eu conheci Guns n’ Roses e fiquei por pelo menos um ano sem parar de falar dos caras, tentando fazer uns visuais hardões ridículos, descolori o cabelo, pus piercings, matava aula e achava isso tipo “WOOOOOW, que foda!”, claro, eu tinha 12/13 anos na época e era tão ridícula quanto as coisas que eu fazia haha.

    No cinema e no teatro aconteceram coisas parecidas, não tão “poseradas” mas sim. Foi graças ao meu vício em Harry Potter que me apaixonei pela Helena Bonham Carter e todo o trabalho sinistro do Tim Burton. Foi na infância que conheci o Will Smith em “Um Maluco no Pedaço” e fui ver já mais velha o quanto o cara era foda, mesmíssima coisa com James Cromwell (o fazendeiro em “Baby, Um Porquinho Atrapalhado na Cidade” ou o personagem mais famoso dele, o médico em “American Horror Story: Asylum”).
    Nicolas Cage, Meryl Streep, Angelina Jolie, Bruce Willis, Bob Williams, Tom Hanks, Kevin Spacey, Ian McKellen, Keanu Reeves são só alguns dos mais famosos nomes que me servem como referência hoje quando preciso preparar um personagem (pqp, quando a gente tem que escrever, os nomes todos saem da cabeça!).

    Depois de tantas coisas que me foram submetidas, samba, praia, sol… Eu hoje sou branca feito leite, dificilmente uso roupas coloridas (POR UMA QUESTÃO DE GOSTO, APENAS, OK?), detesto sol, detesto praia, detesto calor, sou apaixonada por um lugar que faz sol uma vez por ano (Inglaterra) e saio só de blusão na rua.
    Pois então, o que são as influências?
    São experiências apresentadas à nossa alma, algo que vamos degustando ao longo do tempo e vamos guardando para nós o que é importante, o que faz falta, o que completa, o que combina e o que gostamos… Como se fosse um álbum de figurinhas. 

    E pra você? O que seriam as influências?

  • "Haunted Spooks" (1920)

    (Source: fyeah-haroldlloyd, via fyeah-haroldlloyd)

  • Janmashthami

    Talvez poucos saibam que recentemente eu adquiri uma curiosidade absurda pela cultura indiana e a religião hindu. Tudo se deve a uma série de livros chamada “A Maldição do Tigre”, um romance que se passa na Índia.
    A minha curiosidade foi um pouco além de só curiosidade, comecei a apreciar mesmo toda essa coisa indiana. Procurei filmes Bollywoodianos, atores indianos, vi trabalho de alguns atores que trabalharam com o cinema americano e etc…
    No sábado, (16/08/2014) uma amiga me disse sobre esse festival indiano chamado Janmashthami, que é como o natal para os católicos.
    Nessa data, os hindus comemoram o aniversário do deus Krishna, que completaria uns cinco mil anos, pelo o que entendi.

    No festival, ficamos pelo menos quarenta minutos cantando uma música a Krishna, que seria a oração deles. Logo depois, na palestra, o monge explicou:
    “O deus Krishna está presente em todas as coisas, inclusive em nossos corações. Por isso, não precisa-se orar a Krishna pedindo cura, iluminação, perdão ou qualquer outra prece, basta cantar à Krishna que ele entenderá. Ele saberá, por também estar no seu coração.”
    O monge também nos contou histórias sobre o nascimento de Krishna. Há várias, já que os deuses personificam-se muitas vezes ao longo dos milênios, embora tenham apenas uma forma original (a primeira).
    Krishna nasceu sem uma união sexual, foi o oitavo filho da princesa Devaki e seu marido Vasudeva.
    O rei Kamsa, visto como um demônio, escutou uma voz que dizia que o oitavo filho de Devaki iria matá-lo. Imediatamente fez menção de matar Devaki, mas Vasudeva implorou pela vida da esposa, prometendo que cada filho que nascesse seria levado a Kamsa.
    Receoso, Kamsa trancou ambos no porão do castelo, sendo vigiados noite e dia por guardas. Cada filho que nascia, Kamsa matava, mesmo sabendo que a profecia se cumpriria apenas com o oitavo filho.
    Kamsa havia sido alertado que Krishna logo nasceria e que em uma encarnação anterior, o homem havia sido um demônio chamado Kalanemi que foi morto por Vishnu (outro nome para Krishna).
    Temendo sua morte, o homem-demônio mandou matar todos os meninos do reino com até dois anos de idade.
    Krishna foi tirado da prisão e adotado por pastores de gado. Kamsa sabendo de sua fuga, enviou vários demônios para matar o jovem deus, mas felizmente todos falharam. Como um demônio chamado Putna, que assumiu a forma de uma linda deusa e foi amamentar o bebê Krishna. Putna envenenou seu leite para matar o deus, que já sabendo o que Putna era, fincou os dentes sugou todo o seu veneno e seu disfarce fazendo assim que o demônio caísse morto.
    Quando Krishna torna-se um jovem homem, retorna para Mathura, acaba com o governo de Kamsa e institui o pai, Vasudeva, como rei de Yadavas. Em seguida declarou a si mesmo como príncipe da corte.

    Krishna significa “o todo atraente”, a verdade absoluta. Pois então, os hindus comemoram o aniversário desse deus todos os anos, no fia 18 de Agosto, a data de hoje.

    Hare Krishna!